E os seus olhos encontraram-se. Ele contemplava-a na esperança que ela esboçasse um sorriso. Ela sentia-se agitada, desprendeu as mãos, levantou-se, abriu a janela e deixou a brisa entrar. Sentou-se na penumbra do sofá, onde todas as cumplicidades se juntam. Naquele momento, ela temia as palavras tanto como os silêncios. Naquele segundo, ele deixou-se levar pelas recordações, quando os dias eram completos, a energia que os unia era maravilhosa e intensa. Cresceram sonhos, nasceram promessas. Ela não se despediu, bateu a porta e foi procurar a felicidade que ele não lhe devolveu. A eternidade continua a ter o nome deles. Ambos o sabem.

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