5.4.12


Eu queria dizer-te qualquer coisa, mas quando chegou a minha vez, na minha mente já te tinha dito tudo e não havia mais nada a dizer. Era simples demais para caber em palavras. Nós nunca precisamos das palavras, e tu nunca precisaste delas para me compreender, sabias fazê-lo com o teu olhar, esse olhar que funcionava quase como um código secreto no nosso amor. Mas tu sempre deste às minhas palavras uma vida que só tu podias dar. O amor empurrou-me para além das minhas barreiras, alcançou a maravilhosa e livre amplitude azul que jaz mais além. É no silêncio da madrugada que escuto as nossas vozes. Vou rabiscando os sonhos que prometeste serem eternos. Vou assim sorrindo ao de leve com as nossas lembranças muito bem escondidas, num sítio onde não fazem doer, de um tempo em que a lua foi nossa meu amor...


Sem comentários:

Enviar um comentário